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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições: Quem virá a Alagoas?

O Segundo menor colégio eleitoral do Brasil poderá receber apenas na última semana do 2° turno das eleições a vista dos presidenciáveis, José Serra e Dilma Roussef e de seus principais cabos eleitorais, respectivamente o senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O candidato do PSDB José Serra deve ser o primeiro a vir em Alagoas, esta será a terceira vista ao Estado do candidato este ano, apesar de ser a primeira durante o período de campanha eleitoral. Junto com ele deverão vir Aécio Neves e o governador eleito de São Paulo Geraldo Alckmin.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse em entrevistas que pretende vir a Delmiro Gouveia, em uma visita que deverá contemplar outras cidades do sertão de Pernambuco e Bahia. Mas a vinda do presidente não fará parte da campanha, nem da candidata Dilma Roussef, nem tão pouco do candidato Ronaldo Lessa. Quem estará no palanque com Lula? O atual governador do estado, Teotonio Vilela Filho (PSDB). Isso mesmo! O evento faz parte dos atuais governos, e como tal o candidato à reeleição, Téo Vilela, estará ao lado do maior cabo eleitoral do seu concorrente ao governo de Alagoas. Com isso, o candidato da oposição ficará para trás?

Quem ainda não definiu mesmo qualquer presença no Estado durante a campanha foi a candidata Dilma Roussef. E isto parece estar cada vez mais longe de acontecer, já que ao vir a Alagoas, a candidata corre o risco de ser fotografada junto ao ex-presidente Fernando Collor, presidente estadual do PDT. Dilma tenta fazer de tudo para não ser confirmado o apoio à Collor, mesmo ele não estando mais na disputa pelo governo do estado de Alagoas. Um aperto de mão, um abraço, ou até mesmo está ao lado do senador Collor, é a cena ideal esperada pela imprensa de todo o Brasil.

São motivos que podem prejudicar a campanha do candidato Ronaldo Lessa, que prevendo isso, está tentando realizar uma nova gravação com depoimentos do presidente Lula e da candidata Dilma, para veicular no seu Guia Eleitoral.

domingo, 10 de outubro de 2010

Religião e política: um discurso mudado pelo aborto

A triste situação com que o debate moral e religioso migrou para o topo da agenda nessa eleição presidencial criou a sensação de aumento da influência das igrejas sobre o voto, e de que os candidatos - em especial Dilma Rousseff - foram pegos de surpresa e vitimados pelo dilúvio bíblico.

A candidata do Partido dos Trabalhadores, adotou, arrependidamente (quem sabe tarde demais), uma conduta católica, um discurso contra o aborto. Mas logo depois de ter afirmado que era a favor? Talvez tenha sido tarde, ou não. A candidata agora corre atrás dos seus eleitores católicos e evangélicos, para recuperar a visão traçada por ela no primeiro turno. Basta colocar seu nome (Dilma Roussef) no YouTube que acharás vídeos que apresentam declarações da presidenciável em termos considerados inaceitáveis por muitos conservadores.

Essa migração de discurso comprova que a religião está intensamente envolvida na política brasileira desde que o Descobrimento foi celebrado com uma missa. E os políticos - incluindo Dilma - têm lutado pelo voto religioso com a mesma sofreguidão com que pastores e bispos têm buscado influência e poder - seja por lobby ou por participação direta nos partidos.

Os ricos mais ricos

O patrimônio declarado pelos 36 novos ricos deputados estaduais e federais e dos dois senadores eleitos por Alagoas no último dia três de outubro soma um total de R$ 177.468.337,30. Somente o deputado federal eleito João Lyra (PTB) – que é o deputado eleito mais milhionário do país – concentra 81% dos bens dos parlamentares alagoanos, com valor declarado de R$ 144.363.291,74 (haja dinheiro hein)

O patrimônio total dos novos parlamentares supera o PIB de 91 municípios do Estado, conforme dados do IBGE.

Nas próximas eleições, esses patrimônios estarão dobrados, se não triplicados, ao valor atual. Concorda?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quem fica com Tiririca?

Quem abraçará, primeiro, o Tiririca, o candidato ou a candidata? Enquanto ficam ambos buscando arrumações e articulações por cima, com as elites eleitas, deixam de lado , pelo menos no reconhecimento público, quem foi record de votos, dentre os deputados eleitos em todo o Brasil. Já pensou se Tiririca disser: "Eu apoio Serra"? E se disser: "Eu apoio Dilma"? Ou seria pior, já que depois de eleito o Brasil todo repidiou a escolha dos paulistas, que escolheram um comediante, que possivelmente é analfabeto? Mas de qualquer forma, será que os candidatos, Serra e Dilma, vão se espelhar no Tiririca?
 
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